Boa semana #118 – Perda de tempo no otorrino da Estefânia!

A consulta de otorrino “só” levou seis meses a chegar, mas mais valia ter levado mais uns meses, uma vez que a consulta em Julho se revelou uma total perda de tempo. O que me fez sair de lá mesmo irritada, detesto que me façam perder tempo!

Como sabem a T é seguida no otorrino no privado, desde que a terapeuta da fala nos disse que achava que ela ouvia mal e que lia os lábios! Os primeiros exames revelaram que a terapeuta estava correta e que T realmente tinha alguma perda de audição devido a acumulação de liquido nos ouvidos.

Isto já em outubro do ano passado (2016), a medicação foi ajustada pelo médico do privado e os novos exames revelaram que a T estava a piorar em vez de melhorar! Uma cirurgia parecia apresentar-se como a única solução tento em conta a quantidade de vezes que a medicação já tinha sido trocada.




Dissemos ao médico que uma cirurgia no privado não era possível e que precisávamos de outra solução e entretanto íamos esperar pela consulta no publico. Em Janeiro ela tinha a consulta de alergologia no hospital da Estefânia e pedimos à médica para a reencaminhar para o otorrino, depois de explicarmos a situação.

Como ela já a seguia há algum tempo e também já lhe tinha feito algumas trocas de medicação sem sucesso, pediu a consulta de otorrino sem colocar nenhum problema.

Entretanto o inverno foi difícil como já sabem, entre exames maus, otites, antibióticos, trocas de medicação, dificuldades respiratórias, enfim… Mas em junho quando o cenário não parecia ter melhorado nada tivemos uma reviravolta. A T estava a fazer quatro medicamentos diferentes por dia mas finalmente tinha respondido e os exames respiratórios mostraram-se completamente normais.

Foi uma surpresa para todos, incluindo para o médico que se mostrou muito otimista. Disse-nos que a recuperação dela tinha sido incrível e que acreditava que ela já não iria necessitar da cirurgia. Seria apenas deixa-la crescer e ir controlando. Até disse para pararmos a medicação durante o verão . Disse-lhe que a consulta no publico tinha finalmente vindo e ele disse-me para ir na mesma e jogar pelo seguro.

E nós que tínhamos férias marcadas para o inicio de julho acabamos por desmarcar por causa desta consulta. E depois saio de lá a pensar no porquê de sequer me ter dado ao trabalho de lá ir! Para além de termos esperado mais de uma hora pela consulta acho que nem 5 minutos estivemos no consultório com o médico!

Médico este que foi extremamente arrogante, sabem daqueles que têm um rei na barriga se acham melhor que todos os outros? Recusou-se a ver os exames que levávamos só porque não foram feitos no hospital. Foi a primeira vez que tal me aconteceu, sempre que trouxe exames de fora os médicos viram-nos, este achou que não! E como tal passou-nos os mesmos exames para fazer no hospital e nem sequer falou em medicação, nem numa possível solução para o problema sabendo que os exames não seriam para tão cedo!

Quando chego à secretaria para marcar os exames disseram-me aquilo que já sabia, da experiência que tinha tido com o irmão. Estes exames ali são apenas marcados em Dezembro para o ano inteiro. Ou seja, a consulta foi no inicio de julho e agora temos que esperar pelo inicio de dezembro para marcar os exames sabe-se lá para quando de 2018 e depois outro tanto para outra consulta!

Portanto com sorte voltamos a ver o médico lá para daqui a 1 ano! Digam lá se não é para sair de lá irritado? Felizmente temos a sorte de a T poder ser seguida de perto no privado, mas e se não pudéssemos pagar consultas no privado? Arrisca-se assim a audição de uma criança?

Ok o hospital não tem capacidade para fazer exames a tantas crianças, então porque rejeitar exames vindo de fora? Ainda para mais exames vindos de um hospital privado grande com acreditação internacional???

Não têm recursos e ainda rejeitam os que vêm de fora. Fizeram-me perder o meu tempo para nada! Saí de lá tão, mas tão irritada.

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